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Uma trilha de ajuntamentos

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O primeiro tempo na caminhada em busca de ser gente no mundo se deu pela vontade de saber quem era(mos) aquela gente que passava os dias e muitas noites na labuta em canaviais, moagens e refino do açúcar. Italianos, pernambucanos, portugas, mineiros do norte, paraibanos, estes e aqueles deslocados de seus cantos. Neste contexto, a molecada proletária deu de querer fazer o tal do colegial e, quem sabe, uma faculdade paga em Araraquara. A maioria seria comida pelos jogos de sinuca, pebolim, ping pong ou os filmes da pornochanchada em total excitação. E para isto precisávamos de passes escolares.

A junção para a conquista do passe trouxe encontros e contatos com estudantes da cidade interessados em poesia. Estas prosas apontaram outras investidas no grupo teatral Renovação , sob a tutela do serviço da usina. Surgia a turma da Lua e com ela o folheto mimeografado Terra. Vieram as greves e a saída dos moradores.

Tempo depois, uma exposição na Casa da Cultura fez com que parte dos lunáticos quisessem fazer um filme. Nova pesquisa e não avança. Década adiante, a mesma busca  faz um moitará que vira jornais, ensaios, o Nó da Cana também dá Garapa de onde brota Paracatuzum.

Onde deserdados das monoculturas, alagados por represas e todos expulsos de suas colonias, distritos e assentamentos passam a ter o rádio, a literatura, o cinema, a arte como ponto de fazimentos para narrar suas existências.

 

 

 

 

 

 

2 Comments

  • Rosa maria de oliveira
    Posted 28 de novembro de 2015 at 21:42 | Permalink

    Nesse período Helvio , eu era apenas Rosa Maria de Oliveira,.fui ao Bela Vista , ver diversos espetáculos..com o Tamoio, irmão do Dicão.. Aplausos a todos vocês..pela sensibilidade artpistica , num universo tão hostil

  • admin
    Posted 15 de agosto de 2016 at 16:20 | Permalink

    gracias Rosa!!!!!

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