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Obagui é locumanu

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Uma das pautas mais latentes nas doze horas semanais dos programas que apresentava, ao vivo, na rádio tratava da formação da juventude brasileira.

Não sou, nem empenhei esforços para ser, “especialista” na área, mas, algo perturbava querendo entender o desleixo dos governos municipais, estaduais e federal para com a formação de seus jovens. Na arte, educação, saúde ou outras caixinhas.

Nos programas das campanhas eleitorais até aparecem algumas brisas aqui e ali. No entanto, não recordo uma única iniciativa criativa e ou estimulante que mobilizasse a moçada a romper o rito religioso de ser trancafiados em celas minúsculas, protegidas por muros altíssimos e com “grades” de “disciplinas” fundadas em ‘matérias” que sequer tocam no cotidiano desses seres em ebulição.

Como professor do ensino médio em estabelecimentos privados, por treze anos, recebi altos toques e, até, conseguimos alguns fazimentos. Na maioria dos poucos não podíamos contar sequer com a colaboração dos “colegas” de trabalho. Afinal, apostilas precisavam ser cumpridas e “perfumarias” não entravam nas exigências de um deus superior magnânimo: o vestibular.

Apresentações, pesquisas, passeios e rodas de prosas passaram a dar sentidos animados e me levaram a abandonar a tal carreira com suas mirradas “benesses”. Da gaveta da “educação” para a “cultura”. No entanto, o mesmo lamaçal movediço.

Pare, pense, chacoalhe, proponha ou até faça, porém, saiba que o bicho papão da ordem vai te pegar, papai foi pra roça e mamãe pro cafezá. Ou como dizia Darcy Ribeiro, ” fracassei em tudo o que tentei na vida (…) detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

Agora, no meio deste angú de caroço em que estamos enfiados ou no cú de boi na área do XV, aparece essa moçada ocupando escolas e dando dicas de rumos as autoridades superiores, aos produtores de teses miojos e a nós derrotados de todas as estirpes. Caraí véi nunca vi isso, mermão!!!

Podem não saber, como o caboclo, aonde vai dar esta estrada. Mas, também não estão perdidos. Imagina esse povo chegando nas frígidas uni/versidades?

O policial, que como a maioria de nós, não comeu desta paçoca nem vivenciou o agito e nao teve voz nativa, cumpre a determinação do governador e seus agregados “bem formados”, descendo o sarrafo na molecada doida. Se for necessário entrando até de motoca no teatro. Quem sabe chegando no palco?

Elocubrações pra horas, no entanto, há uma fúlgas e leviana certeza de que a escola “nunca mais haverá de ser a mesma”. Novos programas virão. Quem viver não só verá como pensará, chacoalhará, proporá e fará…
Valendo os toques aí, mano!!!

descanso na Oca dos Curumins

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