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São sempre tão jovens…

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Aqui em Portugal o Público, dito um jornal “rabo preso, mas, o melhor”, pergunta os motivos do distanciamento da juventude da política.

Assim como noutros cantos que passei neste circuito e há tempos ouvimos a mesma questão no Brasil continental sem filtros.

Penso que as questões poderiam começar por outras mais detalhadas. Tipo: que juventude? Ou de qual política esta se falando?

No nosso caso falar juventude indica a moçada atacada, diariamente, nas margens das cidades? A galera com direito a cidade em que esta inserida? Os dois juntos misturados? Hispter, operários, manos e minas? Enfim, quem e quais?

Política dada ou de possibilidades? Feudos, quebradas ou tudo um pouco inteiro?

Mesmo limitado, convívio décadas com parcelas de gente entre quinze e trinta e não consigo certificar um apontador conclusivo sobre o que pensamfossesejam.

Anunciam, em diferentes períodos e distintas categoria, novos caminhos e outras estratégias que, na prática, é o mais do mesmo servido em outras panelas com os mesmos talheres. Geralmente um caldo ralo sem gosto e de sobras.

Acompanho, por obrigação do TRE, as trilhas das carruagens desde as eleições de 1982. Votei em comunista, social democrata, cristãos e o diabo. Atuei em vários partidos e frentes nestes trinta e três anos. Sou daqueles que, como dizia um prefeito encorpado, “não faz sombras”. Creio que tem a ver com a “gentileza” de segurar guarda sol em comícios.

No meio século de rodanças dois momentos, de fato, chacoalharam meu pobre coração leviano. E são bem recentes. A molecada na rua pelo passe livre e, mais ainda, está gurizada ocupante das escolas contra o governo que come até suas merendas.

Aí vão me perguntar: e as greves na usina? Putz, velho. Camarada, alguns dias depois de declarada sabíamos que o acordo ia rolar sem o nosso minimo conhecimento. Como foram as gabinetadas do Centrão nas Diretas e Constituinte.

Portanto, falar em posicionamentos ou roteiros impõe um mapeamento básico de se saber como elaborar uma significativa pergunta. E neste caso, se jornalista fosse começaria por identificar por: que juventude?

(01.fev.2015: a caminho de Palmela conhecer O Bando. Que segundo a esquerda do Teatro que convivi dizia ser o grupo de arte da Revolução dos Cravos no Portugal de 25 de abril de 1974.
Seria a juventude revolucionária?)

 

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