Luz e mi(ni)stério.

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Uma ponte do superado para o futuro.

Onde continua a passar um rio violento, estancado por margens opressoras.

A água que ali esta não é a mesma de outrora. Dias lectos e lentos.

No final da ponte do arco íris baldes e tonéis de ouro. Acumulados no roubo de árvores nobres, no escurecimento de minas, no caldo azedo petrificado em açúcares e na moagem eterna de gente.

A ponte que leva ao progresso é construída por e com sobras da palha queimada na floresta impune e silenciada.

Minha Santa Rita, não passa quatro!!!

Alô, tio Claudio se vier de helicóptero desça no aeroporto, onde a cobra não fuma, mas, inala o pó da impunidade.

Aqui somos um povo gentil de futuros pretéritos imperfeitos, conjugados nos verbos da pessoa deles. Na qual a rima prevalece pela contagem regressiva da imposição.

Um futuro que só adeus pertence.

No qual o passado é vivo, espertalhão.

Um fogo forte e quente incineirando qualquer possibilidade de ventre.

Um futuro morto deitado, eternamente, em berço esplêndido, ao som do mar nauseante do acaso e à luz do céu profundo em silêncios e cala bocas.

Neste jardim invadido da América do lado de cá como iluminar o sol do Novo Mundo?

Luz e mistério.paracatuzum09-2016_11

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