fingimo quifumo

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Foi um copo meio vazio de ar a coisa de sair de manhã para justificar o voto em uma escola paulistana. Inda bem que estava acompanhado por um dos meus. Nó forte no peito com a insólita sensação de não participar do jogo. Sequer na arquibancada, como quando em quinze de novembro de 1982 tínhamos passado a madrugada pregando cartazes no intuito de convencer os últimos indecisos a caminho da urna. No bojo da retomada das eleições para governadores havia uma sensação de que em breve sairíamos da insana ditadura que durante décadas impôs a falta de acesso a educação, saúde e, principalmente, liberdade.

Dentro desta manhã veloz e despossuída por uma história atropelada, na fala de Pedro. Como um trator dirigido por poucos enterrando gente, pensamentos, fazeres e tudo mais. A mesária não gostou muito quando errei, várias vezes, o preenchimento do nome da mãe, do pai e o filho teve que escrever. Afinal, são eles que enxergam alguma picada no meio de tamanha escuridão, indicando alguma passada que suporte a respiração ofegante no resto e sobra de pulmões infestados por fumaças, queimadas e cinzas…

 

 

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