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O triste disto tudo, Sampaio…

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Um brasil agrário tão, distantemente, é o que nos apronta.n

Ontem por quase alguns minutos tentamos assistir o programa Roda Viva. Não rolou. Não gira mais. Circula em si mesmo. Feito um carrossel de bestas desacordadas correndo atrás do próprio rabo.

Sim. A vida tá rasa secando sob o calor do sol metálico com seus peixes apodrecendo nas margens, agonizando memórias.

O passado calado de ontem nos atormenta.

Como a pera aprodecendo no chorume de cebolas em algum canto de uma casa abandonada.

Um copo de água amanhecido no criado mudo. Ansiolítico. Fluoxetina. Losartanas, algumas palavras de conforto diminuindo o ácido do suor agonizante que corre pela nuca.

A PEC 241, o fim do contrato, ilegitimidades e o silêncio inocente das ruas. Nada a temer senão, o correr das lutas. Nada a fazer. Medo!!!

As sombras das maiorias silenciosas. O grande irmão. A guerra do fim do mundo. Canudos. Uma ks e um assopro de coca cola.

Detectado tudo isso é que eu sei disto e acordo insano do não dito no fundo do poço eu quero sempre mais.

Mirabolante mente minto, crente naquilo tudo que me petrifica a alma e vou além de tudo que minha consciência de classe ousa perceber.

Ralo. Ralé. Sou rato no chinês com ascendente em putanêsco…

One Comment

  • Doni
    Posted 11 de outubro de 2016 at 8:53 | Permalink

    E a Besta começa a abrir os selos e sela o lombo dos bestas, para os quais uma ditadura só não basta…. e como disse Ze Carlos de Mossoró:

    E hoje o Brasil um lar de desgraças
    Cinema de farças Teatro de embustes
    Porão de famintos vassalo de trustes
    Cassino de jogos cheirando a trapassas
    Os jornais não vêem a Globo não passa
    De um laboratório de alienar
    Tornou-se o Congresso um trono vulgar
    De olhos que não vêem de almas que não sentem
    De corpos que luxam e bocas que mentem
    Nos dez de galope na Beira do Mar!

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