arte.cultura.pensamento

Bréka out

Compartilhe

teatroPrimeira(mente), não tenho provas, mas a convicção, de que o livro de cunha, deixando o temer de fora, pode nos revelar uma realidade fantástica como sendo o show da vida. Isto é, veja o estado que a folha de relatos nos coloca num globo da morte. É tudo tão impedimentos. Delatado num ppt no inverno de Curitiba o natal feliciano o velhinho sapo barbudo virá num helicóptero tucano empoeirado pra parla mentarismo sobre a ordem deste progresso pedalado numa ponte para o atraso…

(Trecho do clássico alviverde amarelo “Nóis capota, mai num bréka” de minha autoria, mas, não fui eu, senhor policial. Tava só olhando e deu um crush, Balta vergonha).

(foto do Festival da FECATE em Rio do Sul)

KABURÉ no Festival Internacional de Cine de Viña Del Mar

Compartilhe

Daqui a pouco o filme “Procura-se Irenice” dirigido Marco Escrivão (Kaburé Filmes), em parceria com Thiago B. Mendonça (Produtora Memória Viva), será exibido no Festival Internacional de Cine de Viña del Mar (Chile) e, logo adiante, no Cachoeira Doc (Bahia).SAMSUNG CSC

Para nós do Paracatuzum esta presença pessoal de Marco no Festival e de Thiago no Cachoeira Doc na Bahia tem um sentido fortalecedor. Pois, Marco foi o provocador para a constituição do Cineclube na Comitiva num momento de perturbações e desgastes. Também num Festival, em Santos/SP, encontrou seu parceiro de caminhadas/fazimentos, Thiago B. Mendonça, e juntos abrem um novo roteiro para o cinema independente paulista.

Estamos felizes por eles e com a indicativa de que estas presenças tem o sentido de fortalecer nossa caminhada junto a juventude num momento em que os desgovernos estadual e federal investem milhões na destruição do ensino médio público. Viva Irenice, Tico, Vanderley, Aúrea, Lauri e tantos outros que, também, estão comemorando estas trilhas.

https://www.facebook.com/ficvina/?pnref=story

Paracatuzum Pós-Golpe

Compartilhe

Levamos um baita golpe. Foi baixo, raso, ralo e grotesco. Como os incontáveis outros que nos derrubam há séculos na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé.

Os mesmos bandeirantes, senhores de engenhos, coronéis, latifundiários ou rentistas de sempre. Meia dúzia. Poucos que vivem da moagem de gente. Muita. Seus suores, sangues e sugam. Chupam até o caroço.

O QUE FAZER?

Que caminho?

Podemos, até, não saber. Mas, não caminhamos sozinhos!

Paracatuzum…


Fotografia: Danilo Mendes

Senhor todo poderoso

Compartilhe

Como palmeirense não praticante não sou fã de Luiz Gonzaga Belluzzo, que agora participa da encenação sobre crime de responsabilidade da presidenta, mas, concordo quando esclarece em detalhes que o centro do poder não esta no Congresso Nacional ou nos executivos. E não houve um resmungo sequer dos senadores e magistrado.

Dado o cenário mundial na atualidade, em nenhum país. Pois, o tal núcleo decisório se concentra nos interesses e nas mãos de um pequeno grupo de capitalistas que só aumenta sua volúpia por lucros. E capitalista não reconhece fronteiras a não ser as estabelecidas por eles. Portanto, se alguém ainda questiona que, deposta aqui a presidente, os processos eleitorais não terão a mínima seguridade de que serão respeitados pelos verdadeiros donos do poder.

A resposta a esta e todas as demais perguntas, Belluzzo propaga o título de seu novo livro: manda quem pode, obedece quem tem prejuízo.

Em suma, como diz uma amiga, quer que desenhe????

 

de tudo aquilo que nem sei

Compartilhe

A diferença é que percebia as coisas que estavam ao meu redor e agora tenho acesso ao mundo nas pontas dos dedos. Tenho milhares de amigos invisíveis com quem já troquei idéias, falei de minhas dores e, até, nos apaixonamos.

Sei uma semana antes, msm sem sair do quarto, quando vai chover, a quantidade de ventos que vem do sul ou a fruição das ruas. As janelas continuam fechadas para não pegar outro resfriado.

Sim estamos sintonizados e um medo danado de acabar a bateria.

Sim estamos ligados, apesar das portas trancadas.

#tamujuntos, msm não fazendo a menor ideia de com estou falando.

☕

#partiu

Um vagalhão sobre nossas cabeças…

Compartilhe

Chiquinho Alves, economista e professor da Universidade Federal de São Carlos faz uma análise da atual situação política no Brasil e o papel do Congresso Nacional, tendo como indicativa o cenário pré-golpe de 1964. A conversa aconteceu durante a entrevista nas filmagens de “O Nó de Cana tb dá Garapa” de Marco Escrivão, baseado no livro no qual o entrevistado contribuiu com apresentação.

São sempre tão jovens…

Compartilhe

Aqui em Portugal o Público, dito um jornal “rabo preso, mas, o melhor”, pergunta os motivos do distanciamento da juventude da política.

Assim como noutros cantos que passei neste circuito e há tempos ouvimos a mesma questão no Brasil continental sem filtros.

Penso que as questões poderiam começar por outras mais detalhadas. Tipo: que juventude? Ou de qual política esta se falando?

No nosso caso falar juventude indica a moçada atacada, diariamente, nas margens das cidades? A galera com direito a cidade em que esta inserida? Os dois juntos misturados? Hispter, operários, manos e minas? Enfim, quem e quais?

Política dada ou de possibilidades? Feudos, quebradas ou tudo um pouco inteiro?

Mesmo limitado, convívio décadas com parcelas de gente entre quinze e trinta e não consigo certificar um apontador conclusivo sobre o que pensamfossesejam.

Anunciam, em diferentes períodos e distintas categoria, novos caminhos e outras estratégias que, na prática, é o mais do mesmo servido em outras panelas com os mesmos talheres. Geralmente um caldo ralo sem gosto e de sobras.

Acompanho, por obrigação do TRE, as trilhas das carruagens desde as eleições de 1982. Votei em comunista, social democrata, cristãos e o diabo. Atuei em vários partidos e frentes nestes trinta e três anos. Sou daqueles que, como dizia um prefeito encorpado, “não faz sombras”. Creio que tem a ver com a “gentileza” de segurar guarda sol em comícios.

No meio século de rodanças dois momentos, de fato, chacoalharam meu pobre coração leviano. E são bem recentes. A molecada na rua pelo passe livre e, mais ainda, está gurizada ocupante das escolas contra o governo que come até suas merendas.

Aí vão me perguntar: e as greves na usina? Putz, velho. Camarada, alguns dias depois de declarada sabíamos que o acordo ia rolar sem o nosso minimo conhecimento. Como foram as gabinetadas do Centrão nas Diretas e Constituinte.

Portanto, falar em posicionamentos ou roteiros impõe um mapeamento básico de se saber como elaborar uma significativa pergunta. E neste caso, se jornalista fosse começaria por identificar por: que juventude?

(01.fev.2015: a caminho de Palmela conhecer O Bando. Que segundo a esquerda do Teatro que convivi dizia ser o grupo de arte da Revolução dos Cravos no Portugal de 25 de abril de 1974.
Seria a juventude revolucionária?)

 

Obagui é locumanu

Compartilhe

Uma das pautas mais latentes nas doze horas semanais dos programas que apresentava, ao vivo, na rádio tratava da formação da juventude brasileira.

Não sou, nem empenhei esforços para ser, “especialista” na área, mas, algo perturbava querendo entender o desleixo dos governos municipais, estaduais e federal para com a formação de seus jovens. Na arte, educação, saúde ou outras caixinhas.

Nos programas das campanhas eleitorais até aparecem algumas brisas aqui e ali. No entanto, não recordo uma única iniciativa criativa e ou estimulante que mobilizasse a moçada a romper o rito religioso de ser trancafiados em celas minúsculas, protegidas por muros altíssimos e com “grades” de “disciplinas” fundadas em ‘matérias” que sequer tocam no cotidiano desses seres em ebulição.

Como professor do ensino médio em estabelecimentos privados, por treze anos, recebi altos toques e, até, conseguimos alguns fazimentos. Na maioria dos poucos não podíamos contar sequer com a colaboração dos “colegas” de trabalho. Afinal, apostilas precisavam ser cumpridas e “perfumarias” não entravam nas exigências de um deus superior magnânimo: o vestibular.

Apresentações, pesquisas, passeios e rodas de prosas passaram a dar sentidos animados e me levaram a abandonar a tal carreira com suas mirradas “benesses”. Da gaveta da “educação” para a “cultura”. No entanto, o mesmo lamaçal movediço.

Pare, pense, chacoalhe, proponha ou até faça, porém, saiba que o bicho papão da ordem vai te pegar, papai foi pra roça e mamãe pro cafezá. Ou como dizia Darcy Ribeiro, ” fracassei em tudo o que tentei na vida (…) detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

Agora, no meio deste angú de caroço em que estamos enfiados ou no cú de boi na área do XV, aparece essa moçada ocupando escolas e dando dicas de rumos as autoridades superiores, aos produtores de teses miojos e a nós derrotados de todas as estirpes. Caraí véi nunca vi isso, mermão!!!

Podem não saber, como o caboclo, aonde vai dar esta estrada. Mas, também não estão perdidos. Imagina esse povo chegando nas frígidas uni/versidades?

O policial, que como a maioria de nós, não comeu desta paçoca nem vivenciou o agito e nao teve voz nativa, cumpre a determinação do governador e seus agregados “bem formados”, descendo o sarrafo na molecada doida. Se for necessário entrando até de motoca no teatro. Quem sabe chegando no palco?

Elocubrações pra horas, no entanto, há uma fúlgas e leviana certeza de que a escola “nunca mais haverá de ser a mesma”. Novos programas virão. Quem viver não só verá como pensará, chacoalhará, proporá e fará…
Valendo os toques aí, mano!!!

descanso na Oca dos Curumins

Uma trilha de ajuntamentos

Compartilhe

FB_IMG_1442609233285

O primeiro tempo na caminhada em busca de ser gente no mundo se deu pela vontade de saber quem era(mos) aquela gente que passava os dias e muitas noites na labuta em canaviais, moagens e refino do açúcar. Italianos, pernambucanos, portugas, mineiros do norte, paraibanos, estes e aqueles deslocados de seus cantos. Neste contexto, a molecada proletária deu de querer fazer o tal do colegial e, quem sabe, uma faculdade paga em Araraquara. A maioria seria comida pelos jogos de sinuca, pebolim, ping pong ou os filmes da pornochanchada em total excitação. E para isto precisávamos de passes escolares.

A junção para a conquista do passe trouxe encontros e contatos com estudantes da cidade interessados em poesia. Estas prosas apontaram outras investidas no grupo teatral Renovação , sob a tutela do serviço da usina. Surgia a turma da Lua e com ela o folheto mimeografado Terra. Vieram as greves e a saída dos moradores.

Tempo depois, uma exposição na Casa da Cultura fez com que parte dos lunáticos quisessem fazer um filme. Nova pesquisa e não avança. Década adiante, a mesma busca  faz um moitará que vira jornais, ensaios, o Nó da Cana também dá Garapa de onde brota Paracatuzum.

Onde deserdados das monoculturas, alagados por represas e todos expulsos de suas colonias, distritos e assentamentos passam a ter o rádio, a literatura, o cinema, a arte como ponto de fazimentos para narrar suas existências.

 

 

 

 

 

 

memória+resistência=identidade PARACATUZUM

Compartilhe

O programa PARACATUZUM esta no ar desde 20 de agosto de 2008 com cerca de quatrocentos programas ao vivo em entrevistas nos mais diferentes e importantes temas ligados aos movimentos e organizações da arte, cultura, saúde, gestão e muito mais.

A partir de segunda (23/novembro) as 17h colocaremos no ar o programa #memória+resitência=identidade PARACATUZUM. São entrevistas ou prosas que marcaram o histórico de nossa atuação, articulação e participação na vida política do Brasil e o mundo.

#memória+resistência=identidade Paracatuzum toda segunda a partir das 17h no portal www.paracatuzum.com.br ou pelo aplicativo que pode ser baixado no seu andróide, pois, na maçã mordida a gente, ainda, não degustou!!!maxresdefault