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programa PARACATUZUM em novo formato

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O programa PARACATUZUM esteve fora de circulação por uns tempos, mas, volta a todo vapor. E primeira prosa aconteceu no Centro de Referência da Dança – SP com o artista/gestor CELSO FRATESCHI sobre a gestão integrada e criativa de Celso Daniel, o fomento ao teatro e a dança na cidade de São Paulo, a crise na Funarte, a possibilidade de extinção do Ministério da Cultura e muitos outros temas importantes para o debate das politicas publicas da arte e Cultura.

O segundo foi com Rodolfo Machado, pesquisador do “Direito” construído no período militar e em vigor no país. Falamos de continuidade, acomodações e resquícios. Hoje gravaremos a conversa com Aline Marques, presidente do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais Ativistas de São Paulo (Gretta-SP).

Em breve os programas estarão disponíveis aqui no portal e participam destes fazimentos radiofônicos Marco Escrivão, Alexandre Scarpineli, João Coura e Rodrigo Barreto.

manelinhoimagem do Quino, claro!!!

Lúcio Gregori: “Se não há mobilidade não se desfruta da cidade”

Lúcio Gregori
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[caption id="attachment_1476" align="alignleft" width="300"]Lúcio Gregori Lúcio Gregori[/caption]

As manifestações de Junho de 2013 trouxeram um grande foco para a pauta da mobilidade urbana e do transporte público no país. No entanto, a pauta é antiga, mas tem se agravado com os grandes contingentes populacionais nos centros urbanos aprofundando, deste modo, a poluição ambiental, tráfego caótico, diversos problemas de saúde acarretado por elas, além de exclusão de grande parte da população ao acesso à educação, saúde, lazer, cultura, trabalho e ao convívio humano devido aos altos custos da mobilidade urbana.

 

Os especialistas no mundo inteiro apontam a importância do transporte público coletivo para equacionar o problema da mobilidade urbana. Ao mesmo tempo na semana passada foi aprovada em 1º turno no Senado Federal a PEC 74 que garante o transporte como direito social. Todavia, o sistema de transporte público do país se assenta num modelo em que a tarifa, que é um impeditivo a circulação de pessoas, e um sistema de concessão do sistema em que sua gestão é feita pela concessionária, o que na grande maioria das cidades levanta dúvidas razoáveis pelas informações prestadas e consequentemente se questiona a transparência do sistema.

 

Nesta próxima edição do programa Dedo de Prosa teremos uma boa conversa com o ex-secretário de Transportes de São Paulo, Lúcio Gregori, que foi autor do projeto Tarifa Zero no início da década de 90. Lúcio debaterá os modelos de transportes no país, bem como seus problemas e possibilidades de superação de problemas. Neste ponto Lúcio é categórico: uma cidade só existe pra quem pode se movimentar por ela.

Não perca a entrevista que vai ao ar nesta terça-feira 25/08 às 22h na webrádio Paracatuzum.

Se você quiser acompanhar mais textos do Lúcio acesso o blog Brasil em 5. Também convidamos a todos para o seminário sobre modelo de  transporte organizado pelo Movimento Transporte Justo no dia 29/08 às 14:30 na APEOSP (Rua 7 de setembro, 2550-São Carlos/SP) onde serão apresentadas e debatidas as propostas para um novo modelo de transporte público na cidade.

Disputar certezas e solidões

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prosa
Acordei com a notícia de que o Congresso aprovou uma lei que enquadra manifestantes como terroristas. Na terça defronte a Câmara Municipal de São Paulo duas manifestações, separadas por um corredor com grades e vázios.
De um lado evangélicos, católicos e ajoelhantes com camisetas brancas orando, cantando e propagando-se representantes da família. Do outro uma moçada colorida, gritando, cabelos e roupas choques. Ao ouvir e ver os padres e pastores sobre o trio elétrico “do bem” não me restou outra senão posicionar-me diante do carro arco-iris e me sentir integrante de algum lado. E como diria uma aproximada momentânea algo “do mal”, “das trevas” ou “da escuridão”.
Mesmo com todos os riscos, a escolha foi rápida, pois, nada mais apelativo e covarde do que se utilizar da idéia de “deus” para impor verdades e obtusidades. Me lembro que antes de começarmos ass peladas no campinho perto do Luis Barbeiro combinávamos que pancada acima do joelho era falta e não precisava de nenhum mediador externo para campeonatos que valiam a vida. Agora tem mais meliantes (ops, mediantes) do que jogadores. E nas pelejas vale tudo, desde que o vencedor seja, imediatamente, premiado.
Com nossos legislativos (Congresso, Assembléias e Câmaras) forados pelas bancadas BBB (Bala, Biblía e Boi) vira normalidade receber uma primeira nota de que qualquer diferença é terror e que a Família é da paz. Também, que o PT e a Dilma são responsáveis diretos pelo coco do cachorro do vizinho deixado aqui na porta. Mesmo porque nunca imaginamos que, em algum momento, fossem diferentes daquilo que esta sendo revelado.
As disputas no mundo atual são ilustrações visíveis nas gondolas do mercado terrorista que, na prática, se estabelece na comunhão entre rezas e armas. Aqui a patria educadora se arregala ao que os esteites nos oferece como normalidade. E domingo a tal família sai todos passear, carregando na cesta seus ódios, ameaças e, fundamentalmente, certezas.
Certezas, óbvio, certezas!!!

A SOLIDÃO DO ÁTOMO ©

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imagesSUMARIO
Texto sem virgulas

Este texto a solidão do átomo tem como base a coexistência com todas as problemáticas do viver e conviver com os astros que estão sempre se alinhando um olhando para o outro e se sustentando através da sua força mágica e magnética.

Toda existência se fundamenta na tolerância e sua força por sempre estarem em um ciclo de tudo ser novo de novo na incansável jornada das coisas grandes e pequenas que giram pelos espaços do que é vivo e do que não é vivo. Seus entrelaçamentos e interdependência.
Tentando quebrar as varias barreiras do individualismo e da prepotência de sermos os “super-homens” mal acabados perfeitos nas suas imperfeições na beleza de não ser completo.
Não se admite e incorre na constância de querer aperfeiçoar a natureza. Mesmo assim sabemos que alguns ficam pelas estradas como as sementes e temos que cuidar destas sementes para garantir a existência do universo a qual pertencemos.
Sabemos que o universo não será o mesmo sem a gente pois já sentimos a falta que faz as vidas dos nossos parceiros animais e vegetais da terra e das águas.
Que exterminamos mudando o quadro da vida como ela era presente na terra nas águas doces e nas águas do mar. O universo continuara sendo o universo mesmo sem a gente. A terra continuara sendo a terra mesmo sem a gente.
As águas continuarão a ser as águas mesmo sem a gente. A natureza continuara com toda sua força fisicaquimica se dando como sempre se deu para outras formas de vidas.
Arvore não mata arvore rio não mata rio. Cometemos hidroassassinatos e o arborecidios em ciclos de eliminações. Pelas águas provocamos o nosso hidrosuicídio temos como resultado o sucesso do fracasso estimulado pela teimosia.
O maior exemplo de coexistência e tolerância e a renovação constante o ser humano é pela sua capacidade o único que quebra a mecânica natural. Pois com toda sua evolução não se torna aliado ao contrario é um quebra lei e cria leis para justificar o desastre em nome do “progresso” um progresso egoísta que tira tudo o que pode sem a preocupação de repor isso é ECOnômico.
Portanto o sistemas político social e ECOnômico vigente não é E C O ló gi c o nem coexistêncial e esta batendo de frente com a poderosa maquina da natureza. Rio não mata rio os rios são hidroassassinados pelas pessoas como as pessoas pelas pessoas. Temos muitas grutas escuras e por não saber cuidar delas matamos as grutas da terra.
Nos agarramos a natureza sem querer deixar ela mudar num tem jeito seu minino quem apanha fica com o coro grosso. Acabamos sentido os impactos do sacolejo. As mudanças doem como se fosse a partida do grande amor e a falta do arco dos seus braços. Ela muda e nós sabemos no entanto continuamos a fazer o de sempre ECOnomicamente destruir.

CHICO CANINDÉ

Demo!!! Era uma bolinha?

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[caption id="attachment_1415" align="alignleft" width="727"]Trupe inicial Reunão para organizar as ações do Paracatuzum, APEOESP, São Carlos, SP[/caption]
Nunca conheci de perto a tão propagada democracia. Creio que deve ser um trem bastante próximo das coisas que penso. Pois, a maioria daqueles e daquelas com as quais não tenho a mínima aproximação de idéias, pensamentos e imaginações odeiam.
Deve ser uma prática como o tênis. Pois, apesar de algumas raquetadas, não joguei o suficiente para sair por aí me arvorando tenista.
Não sei qual dano causaria ao esporte se tivéssemos uma parcela maior da população exercitando a modalidade? No entanto, no mundo real só os que possuem o uniforme alvejado parecem ter o direito a entrada na pequena quadra. É o que tenho visto nos cinqüenta e alguns anos de torcedor televisivo.
Bem, já me disseram que o sol nasceu para todos, depois para esquecer tudo o que disseram e que só lá brilharia uma esperança. Desconfiado não comemorei, mas, em cada atividade dos mais de vinte mil dias os fazimentos e movimentos foram no sentido de transmitir o itinerário escrito.
Na última quarta levei, mais uma vez, uma bolada na cabeça. Não pude ver o arremessador. Ele ou ela não estava num campo aberto e sim num carro com vidros escurecidos de onde, também, vociferou algumas palavras de ordem desconexa. Pela tamanho e cor da bola que se misturou entre as demais torcidas suponho que tenha sido de tênis…
Bem, não sou conhecedor assim para afirmar. Apesar de ter atingido a cabeça o hematoma desceu um trecho do corpo e doeu, profundamente, na alma.
Mesmo assim tenho o desejo, apesar da idade, de participar e ver a maioria da minha gente jogando e torcendo neste grande estádio que não precisa ser uma arena globalizada…
Aí vem a memória dos valores do ingresso e começo a entender o campeonato.

Paixões granadas

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89e0b3cbbc5683026fe85122270ae04b_1evora_parc_grena_70x100Mais uma vez a camisa da Ferrinha ou Ferroviária ou AFE proporcionou uma explosiva  prosa de botequim paulistano recheada com caipirinha, feijoada, memórias e pentimentos. Momentos como o de hoje aconteceram no Rio, Alta Floresta, cidades mineiras e catarinenses.

Não diferente a conversa avançou no relato sobre o dia em que me encantei com a camisa grená na entrada do time no Estádio Comendador Freitas, em Tamoio, quando enfrentou o Santos com Pelé logo depois da Copa de 70. Ou seria antes? Os olhos de todos estavam voltado pro rei, mas, meu desejo maior no mundo futebolístico explodiu ali no sonho de vestir a camiseta que só vim a ter, décadas adiante, numa troca oportuna na qual me desfiz de outra em que estampei o rosto de Che.

Desde então uma grená passou a acompanhar minha trajetória. Mesmo sabendo que o Palmeiras da Academia é o meu time sustentado pelas pressões familiares, principalmente, nos momentos em que o alviverde se tornava cinza. Seja no quesito da política ou nas pilantragens dos cartolas empresários que, sazonalmente, gerenciam seus atletas em pacotes para o mercado. E as falas fortes de tio Cride manteve o legado desditoso.

O que seria este amor por uma agremiação tão distante que em nada me abriga, mas, que me levava a pagar e ver seus lamuriosos embates sob sol esturricante numa arquibancada vazia pelante em manhãs de domingos contra algum juntado de quarta divisão? Seria as tardes insonsas ouvindo as transmissões da rádio Cultura? Haveria alguma ligação com as buscas incansáveis sobre o declínio da usina e a dispersão de seus moradores?

A entrada do menino com a camisa grená no botequim me fez descobrir que seu avô, também, fora morador trabalhador tamoiense e, nos detalhes, saber que a moça enrolada na toalha da minha infância é sua tia. Minha Remédios, a Bela, que continua vagando desarrumada meus desertos de paixões.

Paixões imperfeitas que me arremessaram as artes como estratégia de sobrevivências e constituições de pensamentos. Paixões de sem esperança acreditar no porvir. O simples mote de me atiçar ao mundo. Tai! A Ferroviaria, agora na primeira divisão, é uma delas. Mesmo aprontado que não por muito tempo, mas, com a indicativa de que com sofrimento fica mais latente a compreensão de que o grená é a cor da granada.

Hélvio Tamoio

Lançamento de “Nacadema” de Juan Toro

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Juan Toro lançará a obra poética Nacadema no dia 01 de agosto, das 18 às 22h, na Mundoteca, espaço do Projeto Contribuinte da Cultura em São Carlos.

O formato do evento é inovador e simulará um programa radiofônico com a participação da Web Rádio Paracatuzum, através do programa Saco de Cego.

Será realizada a leitura de poemas do livro com comentários de convidados que dialogaram com a obra e a partir de suas experiencias com a Academia. O programa contará também com a veiculação de um repertório musical preparado para o evento.

A Mundoteca fica localizada na Rua Padre Teixeira 1644 – Centro – São Carlos – SP

Trocar o sofá é preciso?!

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A tal política pública da Cultura, em todas as esferas dos executivos, continua naquela máxima de ter a clareza de que a casa esta em ruínas, mas, a única providencia tomada é a de trocar o velho sofá da sala.
Desde a década de 80 participamos de inúmeras investidas no rumo de apontar algumas indicativas que poderiam estabelecer a pauta da arte e da Cultura como prioridade nas decisões administrativas e orçamentárias de cidades, Estado e União.
Conferências, seminários, planos e participações diretas em gestões tiraram muitos artistas do cotidiano de seus fazimentos na busca de condições mínimas para a realização de seus trabalhos. Alguns se enfiaram tanto na coisa que acabaram engolidos pela máquina contínua do barnaberismo. Outros encontraram nessas mesmas engrenagens os instrumentos básicos para a constituição de seus pensamentos. Outra porção voltou para suas oficinas e batem seus martelos na pedra dura. Todos assistem as chegadas de novos (sic) carregadores na perambulações insólita de estacionarem gigantescos assentos.
As paredes amareladas não escondem os vazamentos. Os quadros balançam sustentandos por pregos frouxos. As torneiras gotejam inundando os alicerces e manchando os tapetes acobertadores em pilhas de lixos.
E assim vai se adiando a reforma estrutural. Ao contrário de uma construção nova, uma reestrutução impõe investigação profunda e conhecimento técnico detalhado do edifício. E dada a sazonalidade breve dos inquilinos o móvel confortante continuará sendo a decisão mais vistosa.

Hélvio Tamoio

Manhãs e manhas: Nunca li sempre flanei

Hélvio Tamoio
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[caption id="attachment_1428" align="alignleft" width="316"]Hélvio Tamoio Foto: Carlos Goff[/caption]

Desde que comecei a juntar livros, mirado na idéia de ter uma biblioteca em cada canto de passagens, algumas obras não foram além de tê-las. Dentre elas Grandes Sertões Veredas e Montanha Mágica. Por um grande período andaram comigo atravessando mudanças, amarelando crises de relacionamentos, mas, não fui além de algumas páginas.

Dizem que se conseguir atravessar estas conseguirei desvendar os mistérios que fazem elas serem das mais importantes na literatura mundial. Não sei. Sei lá. Tem algo que falta no ímpeto de ir além.

E tem sido assim com alguns tipos de espetáculos, filmes, composições, roteiros e envolvimentos emocionais. A coisa não vai além das formalidades. No seu entorno a multidão esclarecida pulula: vai, é lindo, tem tudo a ver… No entanto, o chove não molha no máximo provoca um resfriado, sustentando a desculpa para uma linda manhã de silêncio na cama observando o branco desfocado da parede.

Volta e meia adquiro as duas seletas essencialidades e, invariavelmente, viram presentes em aniversários.

Em suma, acabo comprometendo amizades, mas, não perco o direito de permitir que alguns estorvos desconhecidos e impeditivos em minha alma continue dando rumo e norte nas escolhas que faço na trajetória.

Sim posso estar perdendo os sabores e as iluminações das milhares próximas páginas que continuarei não lendo. No entanto, a instável certeza continuará aprumando os pelos deste cavalo alado condutor de animadoras viagens…

Hélvio Tamoio (manhãs e manhãs)

Chico Alencar: “Precisamos de uma revolução política e cultural”

Chico Alencar
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Chico AlencarJá há algum tempo se debate a necessidade de uma profunda reforma política no país. Os movimentos de rua em junho de 2013 fazem parte dessa atuação. No entanto segundo Chico Alencar, temos visto um Congresso que aprova reformas políticas que vão na contra-mão dessas reivindicações, tentando legalizar o financiamento empresarial de campanhas, retirando partidos de debates eleitorais dentre outras medidas antidemocráticas. O atual presidente da câmara Eduardo Cunha tem resgatado votações quando o resultado esperado por ele não é conquistado, a exemplo disso temos as votações do financiamento empresarial de campanhas e a redução da maioridade.

Paralelamente a tudo isso, uma série de investigações no país atingem em cheio as autoridades políticas, dentre elas Cunha. Chico Alencar debate no programa 8 do Dedo de Prosa na webrádio Paracatuzum sobre tudo isso e quais são as perspectivas e desafios para a contrução de um outro Brasil . Chico Alencar é deputado federal pelo PSOL-RJ e já foi premiado por mais de uma vez com o prêmio Congreso em Foco como o melhor deputado do país e dá seu recado. O programa está imperdível e também debate com o movimento transporte Justo sobre o aumento tarifa em São Carlos, o modelo de transporte e as próximas ações a serem tomadas pelo movimento.

Confira trecho da entrevista, que vai ar terça-feira (21/07) às 22h, abaixo